segunda-feira, 14 de junho de 2010

Psicografia 8



 Perplexidade do ser que infinito quer ficar mas que nada pode fazer. Quer crer mas não crê, quer ver mas não vê. No jogo do ter não ter, ser não ser, encontra-se a palavra rara da vida. O olhar em volta pode ser bênção infinita, o número de possibilidades que a vida tem é incapaz de ser sentido. A abstracção conta com o abstracto, mão a mão, tacto a tacto vais sentindo um pouco, uma miudeza de tudo proporcionado. Além de que as coisas que queres te caibam bem e as que não queres mal te vão cabendo saboreia o teu trago de vida, efémero e pequeno, que não adopta nada mais que simples simbolismos do que vais querendo. E pé ante pé vais caminhando na efemeridade do que te dão e tu achas finito mas a vida acaba sendo tão infinita como a morte. Como não crês, como não vês aquilo que se vai passando? Não te vais inteirando que pedes o infinito quando o infinito aqui nasce, aqui vive, aqui morre e aqui se transforme. Este processo que ocorre dia após dia, nada te tira, tudo te dá, tudo te quita, mas nada te concede por visão inoportuna, não há falsas fortunas nem horizontes montados afinal um casal de enamorados vive ao ver o seu amor pela primeira vez ou cega com o cego de dois corações? Canções aparte, romantismos também será que o acto de só ver poderá enamorar alguém? Pois estais enganados porque a vida se encarrega dos dois corações não olharem a pessoa mas o profundo nos dois, cegando quem vê e quem vê, também porque afinal o ver não é amor nem o amor se vê, aquilo que de ti entra de ti sai, a impressão que tudo causa não encontra causa nem de nada é capaz porque o importante é-nos dado, assimilado na vida de dentro e fora de ti.
 Portando, lembra com atenção que nada do que vês ou sentes, mas mesmo nada, mesmo deixando de sentir o que físico e só físico é nada é finito muito menos mensurável, no grande universo, a pura e simples vida.




Psicografia anónima recebida em:
                                    14 de Junho de 2010

Rui Almeida - Suiça


Psicografia 7





Quem cai e levanta, levantado foi caído está. Quem caído fica, deitado está e não se levantará.

 Se levantou o bem que em ti mora agradeça a quem deitado ficou, porque esse ficou de insucesso e a levantar ajudou no inatural processo do levantar. O caído tem a sua função, assim como o levantado a tem, para quem fica no chão, e, que ajudou alguém recompensa virá porque não a tem mas levantado não será por ninguém de sua generosa condição. A ajuda que prestou, e que levantou alguém, o elequente do chão vai subir tanbém abrindo sua mão para o devido quem, que o mundo abraçará para salvar alguém
 Apesar do fracasso do que se deita em desaforo, levantou alguém, boa missão em seu dono que de si fracassou, sem consciência porém, feliz o que abre a mão para ajudar alguém. Aquele que aqui mora, e do chão se não levanta, para aquele que labora de força tanta que não mais deitado quer estar.
 No dia em que o coitado virtuoso se quiser levantar, pelo sucesso que a alguém perpetuou, nada mais poderá interessar, que dar a mão a quem um dia ajudou.




Psicografia anónima recebida em:
                                    14 de Junho de 2010

Rui Almeida - Suiça



Psicografia 6




 Olhe o sorriso da criança descomplexada do complexo da sub-inferior inferioridade que avista o perfeito aureculo de todo o ser de todo o ser. Áureo entra e se expazde quem sai o que de si traz em fim consciente na consciência do pleno ser ficando por si mesmo em áureo querer expasmando o plasma de seifa que seifa trigo que carrega. Apesar de carregar a criança triste, alegre se mostra, daquilo que consta a lágrima sorri. A gota desordeira, da lágrima primeira do bem que encontra em nada desconta a sua felicidade, sim, ordeira. Que nem a primeira gota de chuva, primeiro raio de sol, quando a criança corre miúda, do que nada retém, nada tem, nada traz, apenas a divindade que a traz capaz de sorrir, como criança. 




Psicografia anónima recebida em:
                                    14 de Junho de 2010

Rui Almeida - Suiça