quinta-feira, 6 de maio de 2010

Psicografia 1




Vivei bem, falai, descontraí, encontrai, resisti...

Tudo é relativo, onde há tristeza, há felicidade.

Não vos apegueis ao relativo, nem liberteis o exacto. Exaltai a plenos pulmões a vida em todo seu explendor.

A libertação é a cura, o espírito a semente, o corpo apenas o meio. O plano físico é inexistente, trilha os caminhos da sabedoria e beberás a verdade da
fonte da vida.

Apazigua os que se perdem ou caem no caminho da felicidade e encontrarás a graça, verás a verdadeira irmandade, dentro e fora de ti. A solução está no obser-
var, de forma substâncial aquilo que te rodeia, mas não exteriormente para ti, mas sim do ti para o exteriormente.

Sê grato por aquilo que tens e aquilo que encontras, porque sem gratidão não há amor nos diversos planos, da matéria à espiritualidade, do sexo ao afecto,
da morte à natalidade, etc...

Nada, mas mesmo nada, é descoberto por ti, tu apenas trilharás caminhos já descobertos, podê-lo-às fazer melhor ou pior, mas não és único, apenas o teu
espírito o é, se não te transmutares nesta ou noutras vidas.

Vive, vom v maiúsculo, aprende que a beleza da vida será o encontro com a morte, e o valor da morte, surge com a vida.
Não vos inquiéteis, com desgraças, tempestades, ondas gigantes, relâmpagos, fogos, ventos, etc... O verdadeiro viver será entrarem numa catástrofe em pensa-
mento e em vez de fugirem abrir os braços sentir a liberdade e deixar-se ir.

Pensem por um minuto na ignorância da Humanidade, porque fogem daquela onda gigante? Para viver? Mas porquê é que queres viver? Para quê lutar por uma coisa, que sempre esteve presa por um fio em vez de o soltar? Agora, vejam fechando os olhos para não serem afectados com o que vos rodeia, aquilo que por ventura não viram nem antes confiaram. Sintam primáriamente a tragédia de uma grandiosa onda que se levanta dos mares, como é óbvio muita gente entrará em pânico fugindo, gritando, bagunçando, enfim, tomando actitudes que o mais certo não a irão salvar de jeito nenhum. Agora vejamos o porquê desta afirmação, digo-o porque, o mais certo será muita gente morrer em ou com pânico, desorientação total. Agora vejamos que realmente . quem entra directamente em pânico com o seu instinto de sobrevivência é porque ainda não se terá encontrado com a essência da vida. O acto libertário do plano físico será bastante importante para definir o desfecho de um caso assim. Vejamos finalmente a actitude de quem se desligou, bem, do plano físico, volte a fechar os olhos imaginando todo esse pânico, choro, e veja a onda cada vez maior, por cima de si, fugir é anular o inevitável e nada irá mudar com ou sem você, porque o ciclo da vida, não se quebra nem se altera. Agora de repente sinta o pânico à sua volta, mas de coração e de repente apague o som, não a imagem, veja a onda por cima de si e sinta esta tranquilidade de saber que nada vai mudar o inevitável, mas talvez o inevitável o possa não matar mas sentir a vida no seu auge antes de largar o plano físico, é quase como dar o salto mas em vez de ficar agarrando o plano físico, a isto e aquilo, que não vai mudar de forma nenhuma, abraçar a vida e libertar-se de um plano onde, esta está perpétuamente a ser inutilizada, e, mais grave ainda desvalorizada. O valor da vida está em saber viver. Não o viver palpável, mas aquilo que se olha com olhos do cérebro parado, no acto de lentamente, ver o afluir dos ciclos naturais dia após dia, noite após noite, estação após estação.

Tudo continua, o ciclo não pára quer estejas tu num plano físico ou não, mas nada pode ou poderá contrariar o inevitável, nada o pode mudar por muito que vocês caminhem, seja em que sentido ou porque o façam é infalível a vossa passagem de um lado para o outro.

Talvez tenha sido aterrorizadora a minha meditação, mas o que me interessa é que alguém possa realmente mudar, no sentido de que viver não é agarrarmo-nos com "unhas e dentes" ao que é o nosso corpo e as nossas posses, mas, às vezes saber morrer é abrir os braços para a vida.

Para viver teremos todos que morrer, mas morrendo ao menos que sintamos realmente o que é viver. É incrível onde nos pode levar o momento de pré-morte, mas só aí poderemos encontrar, aquilo que procurámos a vida inteira, e que muito, mas mesmo muito raramente conseguimos encontrar, que é, o que é a vida.



Psicografia anónima recebida em:
30 de Abril de 2010

Rui Almeida - Portugal

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